Dá-me bolinhos mas não só um.
Desde o almoço faço jejum.
Dá-me bolinhos mas não só dois.
Como um agora outro depois.
Dá-me bolinhos mas não só três,
que os vou papar duma só vez.
Dá-me bolinhos mas não só quatro,
para os provar logo no quarto.
Dá-me bolinhos mas não só cinco.
Com tanta fome eu bem os trinco.
Dá-me bolinhos mas não só seis,
todos maiores que bolos reis.
Luísa Ducla Soares, Poemas da Mentira e da Verdade, Livros Horizonte
segunda-feira, 23 de março de 2009
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