quinta-feira, 1 de março de 2012
segunda-feira, 23 de março de 2009
Os números do Menino Guloso
Desde o almoço faço jejum.
Dá-me bolinhos mas não só dois.
Como um agora outro depois.
Dá-me bolinhos mas não só três,
que os vou papar duma só vez.
Dá-me bolinhos mas não só quatro,
para os provar logo no quarto.
Dá-me bolinhos mas não só cinco.
Com tanta fome eu bem os trinco.
Dá-me bolinhos mas não só seis,
todos maiores que bolos reis.
Luísa Ducla Soares, Poemas da Mentira e da Verdade, Livros Horizonte
Tópico da aula do dia 20/03/09.

terça-feira, 17 de março de 2009
Texto reflexivo
Regina Drummond
Era uma vez... Ai, é só a gente deixar que as histórias comecem sozinhas que elas vão direto para o "Era uma vez.." Está bem. Hoje, vou deixar. Era uma vez, uma menininha que adorava brincar de professora. Quando as amigas chegavam, ela dizia: "Vamos brincar de escolinha? Eu sou a professora." E, se naquele dia ela estivesse brincando sozinha, não tinha problema: ela sentava as bonecas em fileiras a sua frente e ficava dando aula para elas, a voz pausada e grave, o dedo em riste:"Hoje, nós vamos falar de..."Ela imitava a sua professora na escola, igualzinha, porque admirava-a muito. Tudo era "a minha professora".Todos os dias, a menina contava para a mãe o que tinha acontecido na escola, com os mais miúdos e específicos detalhes que conseguia — e vice-versa, claro, porque sentia que a professora era sua amiga de verdade, uma pessoa em quem ela podia confiar. Sentada no chão com uma, debruçada na mesa da outra, histórias e mais histórias, reais e imaginárias, eram tecidas com os fios castanhos dos cabelos da princesa..."A minha professora disse que..." era uma frase com a força de mil cavalos. Podia ser o que fosse — nem Deus contestava! (mesmo porque até Ele sabia que não iria adiantar nada!).Um dia, o pai viu quando ela colocava, disfarçadamente, uma maçã na mochila."Eu já pus a sua merenda.", disse ele."Esta é para a minha professora", respondeu a menina.O pai começou a rir:"Xi, essa de levar maçã para a professora é manjada...! Acho que não funciona mais, não!"Ela empinou o nariz e não disse nada.No final do dia, estava exultante:"Você disse que não adiantava levar uma maçã para a minha professora, é? Pois vou lhe dizer uma coisa: ela a-d-o-r-o-u!!!"Quando a professora lhe dizia que ela era linda, era assim que ela se sentia.Quando a professora lhe dizia que ela era inteligente e capaz, era assim que ela se via.Quando a professora lhe dizia "Eu tenho orgulho de ter uma aluna como você!", era com a maior alegria que ela se esforçava mais um pouquinho para ser sempre digna da professora que tinha — e dos elogios, é claro!"O que você vai ser quando crescer?", perguntavam as pessoas. Ela enchia o peito de orgulho e respondia sem piscar:"Professora."Seu destino estava selado!Ela bem que poderia ter escapado! Mas quem resiste ao canto da sereia do prazer de se fazer o que se gosta??? Por que ela não foi ser médica-engenheira-advogada-dentista como todo mundo??? Não precisaria, diariamente, levantar-se antes do sol, enfrentar os ônibus e os engarrafamentos, tourear 40 crianças com necessidades individuais — e todas com uma mãe que as achava dignas das mais especiais atenções, e todas com um pai, duas avós, várias tias e inúmeras amigas dando palpite em tudo!!! E ainda tinha a diretora, sempre exigindo mais, e as colegas, com as suas picuinhas e as suas dificuldades, e a vida normal que não parava, marido, casa, filhos... Ela passava batom no sorriso e seguia em frente, levando alegria e entusiasmo para todos a sua volta, ajudando um, amparando outro, dando mais atenção a um terceiro...De vez em quando, bem que dava vontade de desistir! Mas ai, justo quando ela estava assim, meio desanimada, devagar-quase-parando, aquela menininha quietinha do cantinho à esquerda levava uma maçã para ela e oferecia-a, timidamente, como quem pede desculpas. Era a maçã do amor mais verdadeira — e ela se esquecia de tudo, e ficava feliz outra vez, e achava que a sua vida era maravilhosa, porque ela estava sempre recebendo triplicada a alegria que dava e ela, então, atiçava a coragem e o desprendimento que sempre tinha de reserva no coração, para que eles empunhassem as suas espadas e atacassem, prontos para destruir todos os monstros que ameaçavam impedi-la de seguir a sua vocação, que era o seu prazer maior.Há certas coisas que a gente só faz por amor. No sorriso e na espontaneidade das crianças, ela tirava o seu verdadeiro sustento — pois nem mesmo o salário baixo conseguia arrefecer o seu entusiasmo! Ela aprendera a valorizar o que as pessoas têm por dentro, ignorando as belas embalagens cheias de vento, para assim fazer menores as suas próprias necessidades e conseguir ser feliz com o que tinha. Queridas professoras, ainda bem que Deus as faz professoras ainda crianças — caso contrário, o que seria dos nossos filhos???Sempre gostei de brincar de ser uma bruxa poderosa. E não posso deixar de pensar em como gostaria que isso fosse verdade, nem que fosse por um instante só, apenas para fazer uma única magia: dar um zero a cada uma de vocês — no salário, é claro!
Tópico da aula do dia 13/03/09.

Nesta aula foi feita oralmente a leitura da introdução e da primeira unidade, até a definição de conhecimento lógico-matemático e social do livro de : KAMII, constance. A criança e o número. Campinas: papirus, 1984., com a devida explicação da professora e exposição da opinão de alguns alunos a respeito de passagens importantes do texto, como a definição e compreenção de conhecimento físico e lógico-matemático, abstração reflexiva e empírica, síntese de ordem, inclusão hierárquica e conhecimento social. Ouve também uma leitura reflexiva feita pela professora, do texto "um zero para as professoras" de Regina Drummond. Ao final da aula, a professora encaminhou para o próximo encontro que será no dia 20/03/09, a leitura da página 26 à 41 do livro de KAMII, constance., e também encaminhou a obtenção de sucatas para a confeccionalização de um jogo interativo e matamático destinado ás crianças que estejam estudando até o terceiro ano do ensino fundamental, com o objetivo de facilitar a compreenção do número por parte das mesmas. Foi pedido que os grupos realizassem a conceituação e exemplificação do conhecimento lógico-matemático conforme a teoria de Piaget:
- Conhecimento físico: é o conhecimento dos objetos da realidade externa, podendo ser adquirido através de uma observação (caráter empírico). Ex: um menino brincando com uma bola de gude, e a deixa cair. Este fato é um conhecimento físico, pois é explicado pela lei gravitacional, e é algo que pode ser observado.
- Conhecimento lógico-matemático: é aquele de caráter intrínseco, sendo que se adquire no decorrer do tempo a partir do momento em que o indivíduo vai construindo a estrutura do número e fazendo as relações entre os objetos. Ex: duas garrafas de formas e tamanhos diferentes, foram colocadas sobre a mesa pela professora, uma das garrafas era pequena e larga e a outra era comprida e estreita, mas as duas tinham o mesmo volume. Ao perguntar a uma das crianças em qual das garrafas caberia mais água, a mesma respondeu que as duas suportariam a mesma quantidade, pois a largura de uma compensaria a altura da outra. Essa resposta nos leva a afirmar que ela possui o conhecimento lógico - matemático.
- Abstração reflexiva: é uma construção feita pela mente, em que o indivíduo no momento que lhe é pedido para fazer a distinção entre objetos, ao invés de focalizar uma certa propriedade dos objetos, ela estabelece uma relação entre os mesmos. Ex: ao se pedir para uma criança agrupar os objetos iguais no meio de vários, com formas, cores e pesos diferentes, a mesma irá agrupar aqueles que possuem as mesmas caractéristicas, ela identificará as semelhanças ou diferenças existente em cada um.
- Abstração empírica: é aquela em que ocorre a abstração das propriedades a partir dos objetos, sendo que o indivíduo focaliza uma certa propriedade do objeto e ignora as outras. Ex: ao se expor sobre uma mesa vários objetos com cores, formas e pesos diferentes, é solicitado á uma criança que agrupe os objetos iguais, a mesma agrupará focalizando apenas uma característica (cor) e ignora as demais.
- Síntese de ordem: corresponde ao ato de ordenar mentalmente uma série de objetos no momento que lhe é solicitado à quantidade, para que o mesmo não conte ou salte um número mais de uma vez. Ex: pede-se à uma criança que conte quantos objetos tem dentro de uma caixa e a mesma ao contar, desconsidera os que já foram contados e fixa-se apenas no último, ao pedirmos que nos mostre o total.
- Inclusão hierárquica: é uma relação que a criança estabele na hora de contar uma quantidade de objetos e inclue mentalmente um número dentro do número seguinte. Neste tipo de síntese, a criança se concientiza de todos os elementos do conjunto e não só do último. Ex: ao contar a criança já sabe que os números 1,2,3 e 4 estão incluidos no 5.
- Diferença entre conhecimento lógico-matemático e social: o conhecimento lógico-matemático é algo universal, por exemplo: 2+3 dará o mesmo resultado em todas as culturas, sendo o conhecimento simbólico e exato das coisas. Já o conhecimento social, é algo arbitrário, ou seja, a forma de ensino é modificada de acordo com a região, com o país, com a cultura, porém o resultado final será o mesmo em todos os lugares. Ex: o fato de algumas pessoas se comportarem de determinada forma em certas circuntâncias é influenciado pelo conhecimento social.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Tópico da aula do dia 06/03/09.

ADMINSTRADORES DO BLOG

Sou aluno do curso de Matemática Licenciatura (5ºperíodo) na UFRN-campus de CAICÓ. Escolhi matemática porque me identifico com a área de exatas. Adoro a organização.


